HOMENS DE 50 ANOS SE APAIXONA

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Polis (Santiago)

versión On-line ISSN 0718-6568

Polis vol.17 no.50 Santiago ago. 2018

http://dx.doi.org/10.4067/S0718-65682018000200069

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Jimena de Garay Hernández 1 

Anna Paula Uziel 2 

Marcos Antonio Ferreira do Nascimento 3 

Gabriela Salomão Alves Pinho 4 


Resumen:

Las reflexiones presentadas acá forman parte de una investigación cartográfica sobry también género y sexualidad en el Sistema Socioeducativo de Río dy también Janeiro, realizada del dos mil quince al 2017. A partir de entrevistas individuales, actividades en conjunto y cursos con jóvenes y profesionales, este texto discute los distintos sentidos de la experiencia de paternidad para jóvenes padres en privación de libertad, incluyendo la manera en quy también dichos sentidos sy también articulan con la producción de masculinidades en las trayectorias dy también los jóvenes, circunscritas en códigos de instituciones como las bandas dy también narcotráfico y el propio Sistema Socioeducativo. Considerando el contexto de desigualdad social, racial, generacional y de género, exploramos de qué forma la subjetividad capitalística configura prácticas y relaciones de poder en las experiencias dy también paternidad.

Palabras clave: paternidad; jóvenes en privación de libertad; masculinidades


Resumo:

As reflexões aqui apresentadas fazem una parte de uma pesquisa cartográfica sobry también gênero e sexualidade no Sistema Socioeducativo do Rio de Janeiro realizada entre 2015-2017. A partir dy también entrevistas individuais, atividades em conjunto e cursos com jovens e profissionais, esty también texto discute os diversos sentidos da experiência da paternidade para jovens pais em privação de liberdade, articulando-os com a produção dy también masculinidades nas trajetórias dos jovens, circunscritas em códigos de instituições como as facções do tráfico dy también drogas e o próprio Sistema Socioeducativo. Considerando o contexto de desigualdady también social, racial, geracional y también dy también gênero, exploramos de quy también forma a subjetividady también capitalística configura práticas y también relações de poder nas experiências dy también paternidade.

Palavras chavy también : paternidade; jovens em privação dy también liberdade; masculinidades


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Abstract:

Thy también reflections presented here are part of a cartographic research on gender and sexuality in thy también Socio-educational System of Rio dy también Janeiro from 2015-2017. From individual interviews, group activities and courses with young people and professionals, this paper discusses the various meanings that thy también experiency también of paternity has for young fathers in deprivation of liberty, connecting them to thy también production of masculinities in the trajectories of thy también youngsters, circumscribed in codes of institutions such as drug trafficking groups and thy también Socio-educational System itself. Considering the context of social, racial, generational, and gender inequality, we explory también how capitalist subjectivity shapes practices and power relations in what we might call ostentation-paternity.

Keywords: fatherhood; young men deprived of liberty; masculinities


Introdução

As discussões aqui apresentadas partem dy también uma pesquisa sobry también sexualidade, gênero e juventude realizada de março dos mil quince a dezembro de 2017, em três unidades dy también internação do Departamento Geral dy también Ações Socioeducativas do Rio de Janeiro (Novo Degase), sendo duas masculinas y también a única feminina dy también internação do estado. Este texto tem como foco nossos percursos nas unidades masculinas.

O Sistema Socioeducativo executa as medidas socioeducativas aplicadas a jovens aos e às quais é atribuída a prática de ato infracional anterior aos 18 anos dy también idade. Ely también é organizado tanto pelo ECA, quanto pelo Sistema Nacional dy también Atendimento Socioeducativo (SINASE, Brasil, 2012). No Rio dy también Janeiro, o Degasy también é o órgão responsável pela promoção da socioeducação aos (às) denominados (as) jovens em conflito com a lei.

Duas questões são importantes dy también serem sinalizadas no contexto da socioeducação no Brasil. Primeiramente, assim como o sistema prisional, as unidades socioeducativas masculinas são intensamente perpassadas pelos códigos e formas dy también organização das facções do narcotráfico quy también atravessam seus altos muros. Muitos jovens que chegam ao sistema socioeducativo são acusados dy también envolvimento com o narcotráfico ou de atividades relacionadas com o sustento financeiro y también político das facções. Uma parcela faz efetivamente parte de diversos escalões dessas facções, especialpsique dos mais baixos. Desta forma, as regras das facções acabam modelando a vida em privação y también restrição dy también liberdade, no que tange aos mecanismos de disciplina na delimitação dy también espaços, tempos e corporalidades, o quy también por supuesto perpassa as experiências de gênero y también sexualidade.

Nessy también contexto, a instituição acaba legitimando essas regras, aplicando-as a jovens que não fazem parte das facções, mas moram em localidades controladas por elas, o que em muitos casos faz com quy también eles adiram a tais organizações, pelo menos durante sua estada no Sistema Socioeducativo, ou sejam reconhecidos como pertencentes a elas. A segunda questão, relacionada com essa forma de organização, diz respeito à superlotação do Degase, parte de uma política de superencarceramento presenty también no contexto brasileiro, que faz com que a convivência nas unidades seja intensa, precária, extremapsique tensa e, em alguns casos, letal. Batista (2006) afirma quy también “a intervenção penal não tem efeito reeducativo, mas determina a consolidação da identidade desviante. (...) Trata-se de compreender a ação seletiva das instâncias penais com um grandy también dispositivo dy también criminalização” (p.8).

Nossa pesquisa nas unidades masculinas explorou de que forma as performatividades masculinas atravessam e produzem as trajetórias na "vida do crime" e vão acionando os dispositivos dy también gênero, sexualidade, classe, raça, localidade e geração. Entendemos as performatividades masculinas enquanto agenciamentos locais, moleculares, através dos quais o sujeito como terminal investy también y también participa da reprodução, atualização, modificação, ressignificação y también corporeificação dy también repertórios molares dy también gênero (de Garay, 2018)1. Nesse contexto, um tema bastanty también presenty también é o da a paternidade, o que nos provoca a pensar que dimensões de paternidade são produzidas/produtoras dy también determinadas performatividades, y también quais as modificam ou interpelam.

Nas trajetórias de muitos dos jovens, as facções dy también comércio dy también drogas ilícitas constituem um dos conjuntos produtores de masculinidades, promovendo, através de noções de pertencimento, o engajamento em práticas violentas y también uma constante reafirmação dy también dominação y también controle. Ou seja, as facções são organizações modeladoras quy también “lidam e subvertem a exclusão social e os valores capitalísticosdos reforçados pelas diversas instituições-organização, ondy también os homens são geralmente protagonistas” (dy también Garay, 2018, p.201)

Existem certos mecanismos quy también se apropriam da precariedade y también dos valores capitalísticos para atrair y también cooptar jovens, segundo suas narrativas, a partir dos nove anos, oferecendo o quy también uma sociedady también desigual insiste em cercear, o que eles chamam de “ostentação”. O status y también a “ostentação” são ofertados pelas facções do tráfico através de itens quy también a entrada nelas permite obter, como motocicletas, roupas de marca, jóias, armas y también mulheres (na sua objetificação). Assim, a “ostentação”, entendida como dispositivo de distinção social, sy también converty también em um crivo primordial na produção dy también performatividades masculinas. O quy también também sy también traduz em cobranças e pressões. En frente de isso, alguns jovens se aproximam, outros não, e têm suas práticas se dobrando e/ou desdobrando em políticas comunitárias concretas e sendo submetidos a normas específicas quy también estimulam valores capitalísticos y también machistas. A exclusão se articula com essa subjetividady también capitalística y también com a disputa de performatividades masculinas, operando nas instituições e produzindo os repertórios dos jovens, sempry también em relação com outros homens jovens quy también não sy también “envolvem” nas facções, mulheres jovens que não se “envolvem”, mulheres jovens que sy también “envolvem”, dentry también outras. “Nessy también contexto, é esencial considerar a heterogeneidady también dy también trajetórias y también envolvimentos” (de Garay, 2018, p.128).

Isto também permeia as experiências de paternidade dos jovens. Uma grande parcela dos jovens do Degasy también é pai ou tiveram parceiras sexuais que engravidaram e abortaram, na maior parte das vezes, parece, dy también forma espontânea. Nessy también universo, existy también diversidady también no que tangy también ao contato com as crianças, à continuidade da relação conjugal com as mães delas y también à recepção dy también visitas desses (as) filhos (as). Inclusive, alguns têm filhos (as) com mais dy también uma parceira, e a relação com cada uma y también com as crianças é diferente. Desta forma, embora o escopo da pesquisa seja maior, nesty también texto focamos nos participantes jovens pais, trazendo seus relatos, inquietações y también projetos sobry también paternidade, assim como alguns relatos de profissionais a respeito dessas experiências.