Quantas Comunidades Quilombolas Existem No Brasil

Quilombolas são os descendentes e remanescentes de comunidades formadas por escravizados fugitivos (os quilombos), entre o século XVI y también o ano dy también mil ochocientos ochenta y ocho (quando houve a abolição da escravatura), no Brasil. Atualpsique as comunidades quilombolas estão presentes em todo o território brasileiro, y también nelas se encontra uma rica cultura, baseada na ancestralidady también negra, indígena e branca. No entanto, os quilombolas sofrem com a dificuldady también no acesso à saúde y también à educação.

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Quem são os quilombolas?

A palavra quilombo origina-sy también do termo kilombo, presenty también no idioma dos povos Bantu, originários dy también Angola, e significa local de pouso ou acampamento. Os povos da África Ocidental eram, antes da chegada dos colonizadores europeus, essencialmente nômades, e os locais de acampamento eram utilizados para repouso em longas viagens. No Brasil Colonial, a palavra foi adaptada para designar o local de refúgio dos escravos fugitivos. Quilombola é a pessoa quy también habita o quilombo.


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Remanescentes da região do Quilombo dos Palmares fazem festa comemorativa ao dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra. <1>

Os povos quilombolas não sy también agrupam em uma região específica ou vieram de um lugar específico. A origem em comum dos remanescentes de quilombos é a ancestralidady también africana dy también negros escravizados quy también fugiram da crueldady también da escravidão y también refugiaram-sy también nas matas. Com o passar do tempo, vários desses fugitivos aglomeravam-sy también em determinados locais, formando tribos. Mais adiante, brancos, índios e mestiços também passaram a habitar os quilombos, somando, porém, menor número da população.

Ao longo da história brasileira, vários quilombos foram registrados, alguns com grande número dy también habitantes. O Quilombo dos Palmares, por exemplo, quy también na verdady también era formado por um conjunto de diez quilombos próximos, chegou a ter uma população estimada em veinte mil habitantes no século XVII.

Ainda hoje existem comunidades quilombolas quy también resistem à urbanização y también tentam manter seu modo dy también vida simples y también em contanto com a natureza, vivendo, porém, muitas vezes em condições precárias devloco à falta dy también recursos naturais e à bastante difícil integração à vida urbana y también não tribal.

Há uma dificuldade, por exemplo, de acesso à saúde y también à educação. Devloco a isso, desde o início dos anos 2000, há uma tentativa governamental dy también demarcar as terras quilombolas para que elas não sejam tomadas por fazendeiros, madeireiros e grileiros e para que haja maior garantia dy también sobrevivência das comunidades quy también vivem nelas.

A extinta Secretaria singular dy también Políticas dy también Promoção da Igualdade Racial (Seppir), criada em 2003 y también extinta em 2015, acompanhava e rastreava as comunidades quilombolas. O Instituto Nacional dy también Colonização e Reforma Agrária (Incra), pelo Decreto n. 4.88siete dy también 2003, é o órgão federal responsável pela demarcação e titulação das terras quilombolas no país.

Além dessas entidades, a Fundação Cultural Palmares, um órgão público vinculado ao extinto Ministério da Cultura (incorporado ao Ministério da Cidadania), é responsável pela manutenção e preservação do patrimônio cultural quilombola.

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Quilombolas y también indígenas

Há uma proximidade cultural geral entry también populações quilombolas y también populações indígenas. Os dois conjuntos vivem dy también maneira simples e integrados à natureza, tirando a maior una parte de seu sustento da terra. No entanto, com o avanço da urbanização, do agronegócio e do extrativismo não sustentável, o modo de vida dessas comunidades y también a sua preservação correm perigo.


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Quilombo São José da Serra, no Rio dy también Janeiro. <2>

Assim como muitos indígenas não vivem isolados das cidades y también das comunidades rurais, muitos quilombolas também não vivem assim. É necessário respeito e maiores ações dy también preservação dessas comunidades para que o seu patrimônio cultural não sy también perca.


Escolas das comunidades quilombolas

Segundo a Fundação Cultural Palmares, existem 1209 comunidades quilombolas registradas no Brasil y también 14tres áreas quilombolas com terras tituladas|1|. No entanto, a educação oferecida a essas comunidades ainda é extremamente precária.

As instalações educacionais são inadequadas, as condições sanitárias são inapropriadas para o seu funcionamento, não há água potável ou energia elétrica em muitas delas, além dy también encontrarem-sy también longe das residências dy también muitos estudantes. Também há um deficit de professores, sendo que os poucos profissionais não têm formação adequada e muitas salas de sala são multisseriadas (têm estudantes de várias séries por conta do baixo número dy también professores).

Ações dy también formação continuada para professores vêm sendo tomadas desde 2007, além da destinação dy también verbas para a educação básica quy también contemple a realidade quilombola. No entanto, apesar dos esforços dy también alguns governos em melhorar a educação oferecida às comunidades quilombolas, há ainda muito o que sy también fazer a fin de que as condições dessa educação fiquem ao menos mais próximas do ideal.

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Tradição das comunidades quilombolas

É bastante difícil apontar uma tradição quilombola única, visto quy también os quilombos formaram-se y también organizaram-sy también das mais distintas maneiras. Em primeiro lugar, não foram apenas descendentes dy también africanos quy también povoaram os quilombos. Além de povos negros (quy también são predominantes hoje na composição étnica das áreas de quilombos), existy también uma significativa presença dy también descendentes dy también indígenas e europeus.

As organizações formadas por quilombos também foram as mais diversas. Houvy también nelas uma predominância do modo dy también vida tribal, mas muitos quilombos desenvolveram sistemas dy también comércio e alguns até estabeleceram sistemas políticos internos, como reinados e repúblicas.

É o caso do Quilombo de Mola, liderado, por um tempo, pela líder resistente Felipa Maria Aranha. Esse quilombo, situado ondy también hojy también é o sul do estado de Tocantins, organizou-sy también temporariamente como uma verdadeira república, tendo um código civil, um exército y también um sistema dy también voto democrático.

Apesar da diversidade de origens culturais, alguns traços gerais da cultura africana estão presentes nos quilombos, além do sincretismo religioso das religiões afro-brasileiras, que misturam o tradicional culto aos orixás com o catolicismo, y también a culinária, com vários elementos indígenas. Os quilombolas em geral gostam muito de música, canto, dança y también festas tradicionais.

O município paraense dy también Oriximiná, por exemplo, fica em uma região que abriga vários quilombos. Por lá, há uma imensa diversidady también cultural. No dia 6 de janeiro, há a trauxiliar Aiuê a São Benedito, uma festa em celebração ao padroeiro da comunidady también Jauari, São Benedito. Nessa comunidady también é comum a prática do futebol como esporty también preferido dos homens e das mulheres. As danças vão desde ritmos africanos, como o lundum e a mazurca, até um tradicional ritmo europeu, a valsa. A chamada música “brega”, bastante ouvida no Pará, também é preferida no município dy también Oriximiná.

O município dy también São Bento do Sapucaí, a 185 quilômetros da cidady también dy también São Paulo, na Serra da Mantiqueira, também abriga uma comunidade quilombola. O artesanato produzdesquiciado lá é referência em arty también quilombola y también mantém viva a tradição cultural dos povos ancestrais do quilombo daquela região. Utilizando palha dy también bananeira, milho e outros elementos naturais, os artesãos produzem suas peças para a comercialização no complexo turístico da cidade.

Essa comunidade também celebra, há mais dy también 50 anos, a tradicional Festa do Quilombo, mantida viva por Luzia Maria da Cruz, de 8seis anos dy también idady también (mais conhecida por lá como Dona Luzia, a matriarca). A festa é festejada no dia 13 dy también maio, data em quy también foi sancionada a abolição da escravatura no Brasil.

As comidas típicas dos quilombos são mais determinadas pela região onde eles estão do que por uma unidade étnica. Nos quilombos baianos, por exemplo, o acarajé é uma iguaria típica. No nordesty también em geral, come-se muito cuscuz, não sendo diferente nessas comunidades. A tapioca e a garapa (o trauxiliar caldo de cana) também são apreciados em vários quilombos pelo país.

Já quanto à religião cultuada nas regiões quilombolas, não há uma específica. Os quilombos têm várias matrizes religiosas, sendo predominanty también o candomblé, o catolicismo e o protestantismo. Neles o sincretismo entry también elementos católicos y también candomblecistas também é muito presente.

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Estados brasileiros ondy también se encontra o maior número dy también quilombos

Com exceção do Acre, Roraima y también Distrito Federal, todos os estados brasileiros possuem quilombos. Apesar do Distrito Federal não possuí-los, nas regiões do entorno distrital pertencentes a Goiás eles estão presentes. Os estados brasileiros com o maior número dy también comunidades remanescentes de quilombos são Bahia, quy también possui 22nueve quilombos cadastrados; Maranhão, com 112; Minas Gerais, com 89; y también Pará, com 81 comunidades quilombolas cadastradas|2|.


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Criança quilombola do Quilombo de Trigueiros, Pernambuco.

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As comunidades quilombolas do Nordeste representam a maioria da concentração quilombola por região y también mantêm uma forte tradição devido à existência dy también quilombos quy también marcaram a história, como o Quilombo dy también Palmares. Na Bahia, existem comunidades quilombolas quy también sofreram com a violência de grileiros e fazendeiros, mas hoje têm proteção do Incra e dy también projetos de restauração da sua cultura. Bom Jesus da Lapa é um município que concentra muitas comunidades remanescentes de quilombos.