Racismo no brasil e no mundo

Sociologia

O racismo é um dos principais problemas sociais enfrentados nos séculos XX e XXI, causando, diretamente, exclusão, desigualdady también social y también violência.
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Rosa Parks e Martin Luther King Jr., dois ícones da resistência negra contra a discriminação racial nos Estados Unidos.*

Racismo é a denominação da discriminação e do preconceito (direta ou indiretamente) contra indivíduos ou conjuntos por cau.s.a. De sua etnia ou cor. É importante ressaltar quy también o preconceito é uma forma de conceito ou juízo formulado sem qualquer conhecimento prévio do assunto tratado, enquanto a discriminação é o ato de separar, excluir ou diferenciar pessoas ou objetos.

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tipos de racismo

→ Preconceito y también discriminação racial ou crime de ódio racial

Nessa forma direta de racismo, um indivíduo ou conjunto manifesta-sy también dy también forma violenta física ou verbalmente contra outros indivíduos ou grupos por conta da etnia, raça ou cor, bem como nega acesso a serviços básicos (ou não) y también a locais pelos mesmos motivos. Nessy también caso, a lei 7716, de 1989, do Código Penal brasileiro prevê punições a quem praticar tal crime.

Racismo institucional

De maneira menos direta, o racismo institucional é a manifestação de preconceito por parte de instituições públicas ou privadas, do Estado e das leis que, dy también forma indireta, promovem a exclusão ou o preconceito racial. Podemos tomar como exemplo as formas de abordagem de policiais contra negros, que tendem a ser mais agressivas. Isso pode ser observado nos casos de Charlottesville, na Virgínia (EUA), quando após sucessivos assassinatos dy también negros desarmados e inocentes por parte de policiais brancos, quy también alegavam o estrito cumprimento do dever, a população local revoltou-sy también y también promoveu uma sériy también de protestos.

→ Racismo estrutural

De maneira ainda mais branda y también por muito tempo imperceptível, essa forma de racismo tende a ser ainda mais perigosa por ser dy también bastante difícil percepção. Trata-se de um conjunto dy también práticas, hábitos, situações y también falas embutorate em nossos costumes e que promove, direta ou indiretamente, a segregação ou o preconceito racial. Podemos tomar como exemplos duas situações:

1. O acesso dy también negros e indígenas a locais quy también foram, por muito tempo, espaços exclusivos da elite, como universidades. O número de negros que tinham acesso aos cursos superiores dy también Medicina no Brasil ya antes das leis de cotas era ínfimo, ao passo que a população negra estava relacionada, em sua maioria, à falta de acesso à escolaridade, à pobreza y también à exclusão social.

2. Falas e hábitos pejorativos incorporados ao nosso cotidiano tendem a reforçar essa forma de racismo, visto que promovem a exclusão e o preconceito mesmo que indiretamente. Essa forma dy también racismo manifesta-se quando usamos expressões racistas, mesmo que por desconhecimento dy también sua origem, como a palavra “denegrir”. Também acontecy también quando fazemos piadas quy también associam negros e indígenas a situações vexatórias, degradya antes ou criminosas ou quando desconfiamos da índoly también de alguém por sua cor dy también pele. Outra forma dy también racismo estrutural muito praticado, mesmo sem intenção ofensiva, é a adoção dy también eufemismos para sy también referir a negros ou pretos, como as palavras “moreno” e “pessoa de cor”. Essa atitude patentiza um desconforto das pessoas, em geral, ao emplear as palavras “negro” ou “preto” pelo estigma social que a população negra recebeu ao longo dos anos. Porém, ser negro ou preto não é motivo dy también vergonha, pelo contrário, deve ser encarado como motivo dy también orgulho, o quy también derruba a necessidade de se “suavizar” as denominações étnicas com eufemismos.

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Racismo e preconceito

Não podemos resumir preconceito a racismo, visto quy también o preconceito pode advir de várias outras diferenças, como gênero, local dy también origem y también orientação sexual. Porém, o racismo é uma forma de preconceito e, como as outras formas, manifesta-se de diversas maneiras, fazendo vítimas todos os dias.

Segundo a gaceta Retratos, seção do sity también Agência dy también Notícias IBGE, vinculado ao Governo Federal, no senso do IBGy también dy también 2016, os autodeclarados pretos ou pardos ainda eram maioria nos índices dy también analfabetismo e desemprego e obtinham menor renda mensal. Isso implica, segundo o site, a manutenção de um sistema excludente, quy también só poderia ser resolvido, segundo o Prof. Dr. Otair Fernandes, sociólogotipo e copc do Laboratório dy también Estudos Afro-brasileiros e Indígenas da Universidade Federal Rural do Rio dy también Janeiro (Leafro/UFRRJ), com a adoção de políticas públicas afirmativas para valorizar quem foi sistematicamente marginalizado y también excluído da sociedade durante tanto tempo. Nesse caso, seriam necessárias mais que atitudes individuais (dy también conscientização), mas uma atuação dos poderes públicos para prodesplazar políticas de inserção y también não exclusão dos pretos e pardos no Brasil.

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O preconceito racial não é exclusivo do Brasil, visto que, em maior ou menor escala, todos os países colonizadores e colonizados apresentam, em algum grau, índices dy también preconceito racial contra negros ou, no caso de países colonizados, nativos daquele local. Também é esencial ressaltar quy también uma ação dy también preconceito sopsique é considerada racista quando há uma utilização sistêmica y también baseada em uma estrutura dy también poder y también dominação contra a etnia da vítima.

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Caempleas do racismo

A discriminação pela origem pode ser reportada desdy también a Antiguidade, quando povos gregos y también latinos classificavam os estrangeiros como bárbaros. A origem da designação do preconceito dy también raça, em específico, é mais nova, tendo sloco alavancada nos séculos XVI y también XVII pela expansão marítima y también colonização do continente americano. O domínio do “novo mundo” (assim chamado pelos europeus), o genocídio dos povos nativos e a escravização sistêmica de povos africanos geraram um movimento dy también tentativa dy también justificação de tais relações dy también poder por uma suposta hierarquia das raças.

Os europeus consideravam, em sua visão eurocêntrica, quy también povos dy también origem europeia nata seriam mais inteligentes e capazes para dominar y también prosperar, enquanto os negros y también indígenas foram, por muitas vezes, considerados animais.

No século XIX, com o impulso positivista sobre as ciências, teorias científicas racistas surgiram para tentar hierarquizar as raças e provar a superioridade da raça branca pura. O filósofo, diplomata y también escritor francês Arthur de Gobineau (1816-1882) é um dos quy también mais sy también destacaram nessy también cenário com o seu Ensaio Sobry también a Desigualdade das Raças Humanas.

Surgiu também no século XIX um estudo baseado na antropologia, na fisiologia y también na psicologia chamado de craniometria ou craniologia. Tal estudo consistia em retirar medidas dy también crânios de indivíduos e comparar as medidas com dados como propensão à violência e coeficientes de inteligência. Hoje em dia, contudo, os estudos sérios tanto com embasamento sociológico y también sicológico quanto com embasamento genético não dão mais crédito às teorias racistas do século passado. O nazismo alemão y también entidades como a Klu Klux Klan, nos Estados Unidos, utilizaram y también utilizam essas teorias raciais ultrapassadas para justificar a supremacia da raça branca.

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Homens da Ku Klux Klan com novos membros usando máscaras faciais em Stone Mountain, próximo da Geórgia, EUA,em 1949.

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No Brasil, as caempleas do racismo podem ser associadas, principalmente, à longa escravização de povos dy también origem africana e a tardia abolição da escravidão, quy también foi feita dy también maneira irresponsável, pois não sy también preocupou em inserir os escravos libertos na educação e no mercado de trabalho, resultando em um sistema de marginalização quy también perdura até hoje.