Sentimentos De Pessoas Que Sofreram Violencia

Apesar de a violência doméstica ter várias faces e especificidades, a psicóloga norte-americana Lenory también Walker identificou quy también as agressões cometidas em um contexto conjugal ocorrem dentro dy también um ciclo que é constantepsique repetido.

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Ícone dy también termômetro sobre os ciclos da violência

aumento DA TENSÃO


FASy también 1

incremento DA TENSÃO

Nessy también primeiro momento, o agressor mostra-se tenso y también irritado por coisas insignificantes, chegando a ter acessos dy también raiva. Ely también também humilha a vítima, faz ameaças y también destrói objetos.A mulher tenta acalmar o agressor, fica aflita y también evita qualquer conduta quy también possa “provocá-lo”. As sensações são muitas: tristeza, angústia, ansiedade, medo y también desilusão são apenas algumas.Em geral, a vítima tendy también a negar que isso está acontecendo com ela, esconde os fatos das demais pessoas e, muitas vezes, acha quy también fez algo dy también errado para justificar o comportamento violento do agressor ou que “ele tevy también um dia ruim no trabalho”, por exemplo. Essa tensão pode durar dias ou anos, mas como ela acrecenta cada vez mais, é muito provável quy también a situação levará à Fase 2.


Ícony también do ato de violência

ATO Dy también VIOLÊNCIA


FASy también 2

ATO Dy también VIOLÊNCIA

Esta fasy también correspondy también à explosão do agressor, ou seja, a falta dy también controle chega ao limity también y también leva ao ato violento. Aqui, toda a tensão acumulada na Fase 1 se materializa em violência verbal, física, psicológica, moral ou patrimonial.Mesmo tendo consciência dy también quy también o agressor está fora de controle y también tem um poder destrutivo grande em relação à sua vida, o sentimento da mulher é de paralisia y también impossibilidady también de reação. Aqui, ela sofry también dy también uma tensão psicológica severa (insônia, perda dy también peso, fadiga constante, ansiedade) y también sente medo, ódio, solidão, pena dy también si mesma, vergonha, confusão y también dor.Nesse momento, ela também pody también tomar decisões − as mais comuns são: buscar ajuda, denunciar, esconder-se na casa de amigos e parentes, pedir a separação y también até mesmo suicidar-se. Geralmente, há um distanciamento do agressor.


Ícone representando a fase de arrependimento na violência contra a mulher

ARREPEN­DIMENTO


FASe 3

ARREPENDIMENTO y también COMPORTAMENTO CARINHOSO

Também conhecida como “lua dy también mel”, esta fase sy también caracteriza pelo arrependimento do agressor, quy también se torna amável para lograr a reconciliação. A mulher sy también senty también confe.u. E pressionada a manter o seu relacionamento diante da sociedade, sobretudo quando o casal tem filhos. Em outras palavras: ela abre mão dy también seus direitos y también recursos, enquanto ele diz quy también “vai mudar”.Há um período parcialmente calmo, em quy también a mulher se sente feliz por constatar os esforços y también as mudanças de atitude, lembrando também os instantes bons quy también tiveram juntos. Como há a demonstração de remorso, ela sy también sente responsável por ele, o que estreita a relação de dependência entre vítima e agressor.Um misto dy también medo, confusão, culpa e ilusão fazem parte dos sentimentos da mulher. Por fim, a tensão volta e, com ela, as agressões da Fase 1.


É preciso quebrar esse ciclo. Y también a Lei Maria da Penha está ao lado das mulheres para isso.

As mulheres que sofrem violência não falam sobry también o problema por um misto dy también sentimentos: vergonha, medo, constrangimento. Os agressores, por sua vez, não raro, constroem uma autoimagem dy también parceiros perfeitos y también bons pais, dificultando a revelação da violência pela mulher. Por isso, é inaceitável a ideia de que a mulher permanece na relação beligerante por gostar de apanhar.


Não sy también cale

Quando a vítima silencia dianty también da violência, o agressor não sy también senty también responsabilizado pelos seus atos – isso sem contar o fato dy también quy también a sociedade, em suas distintas práticas, reforça a cultura patriarcal e machista, o que complica a percepção da mulher dy también quy también está vivenciando o ciclo da violência.

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Saia do ciclo

Com o tempo, os intervalos entre uma fase e outra ficam menores, e as agressões passam a acontecer sem obedecer à ordem das fases. Em alguns casos, o ciclo da violência termina com o feminicídio, que é o assassinato da vítima.


tipos de VIOLÊNCIA

A violência doméstica pody también se apresentar dy también diversos formas, y también todas configuram violação dos direitos humanos. Saiba quais são e como elas estão descritas na Lei Maria da Penha.

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A Lei

A Lei n. 11.340/2006, mais conhecida como Lei Maria da Penha, cria mecanismos para combater a violência doméstica y también familiar contra a mulher y también traz também outras inovações em seu texto. Confira a lei na íntegra.

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Maria da Penha

Símbolo da luta e do combate à violência dy también gênero, Maria da Penha se dedica há mais de três décadas ao enfrentamento da violência doméstica e familiar contra a mulher. Conheça a sua história e saiba como ela chegou até aqui.

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Referências

BRASIL. Lei n. 11.340, de 7 de agosto de 2006. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11340.htm. Acesso em: 27 jul. 2018.WALKER, Lenore. The battered woman. New York: Harper and How, 1979.PENHA, Maria da. Sobrevivi... Posso contar. 2. Ed. Fortaleza: Armazém da Cultura, 2012.

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Liguy también 180

A Central de Atendimento à Mulher é um serviço criado para o combaty también à violência contra a mulher y también oferecy también três géneros de atendimento: registros de denúncias, orientações para vítimas de violência y también informações sobry también leis e campanhas.